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| Terça-Feira, 26 de Setembro de 2006 |
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A TRANSEXUALIDADE |
| A Transexualidade sempre se apresentou como uma área nebulosa, quase nada explorada da sexualidade humana. | |  |
Transexualismo pode parecer a primeira vista semelhante ao homosexualismo e/ou travestismo, mas analisando mais profundamente podemos perceber grandes diferenças.
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 | | Homens homossexuais e mulheres lésbicas não tem dúvidas ou desconforto quanto ao seu gênero ou sexo, apenas tem orientação sexual (preferência) por pessoas do mesmo sexo. |
| Travestis são homens que se vestem de mulher, podem modificar seu corpo com silicone, mas não sentem desconforto com seu sexo anatômico. | |  |
 | | Também existem mulheres que gostam de vestir-se com roupas masculinas, parecer homens, ou mesmo passam por homens socialmente, por diversos motivos, sem que necessariamente sejam transexuais. |
Também não é transexual um homem efeminado que ainda assim sente-se homem, ou uma mulher masculina que mesmo assim não tem dúvida de que é mulher, mesmo que diferente da norma.
Mais claramente, transexuais são pessoas que sentem intimamente que pertencem ao sexo oposto ao seu sexo anatômico. | |  |
| Um transexual masculino é anatomicamente um homem, mas sente-se como uma mulher desde a infância.
Esse sentimento é muitas vezes mantido em segredo por muito tempo, e causa um profundo desconforto psíquico.
Um transexual feminino éuma mulher que sente-se intimamente como um homem, também desde a infância |
 | | Sua imagem interna de si mesmo não coincide com a sua aparência física, seu sexo anatômico. |
Em ambos os casos, é como se a pessoa fosse de um sexo psicologicamente, com a equivalente imagem ou esquema corporal, e de outro sexo anatomicamente.
Transexualismo sempre involve um transtorno na identidade de gênero. Não basta que a pessoa queira pertencer ao outro sexo para usufruir de vantagens culturais ou que goste de atividades típicas do outro sexo.
Um transexual masculino ou feminino tem uma crença profunda e global de que sua identidade de gênero não é a mesma do sexo atribuído em seu registro de nascimento.
Transexuais podem ser como qualquer pessoa: equilibrados emocionalmente, ou neuróticos.
Transexualismo não é perversão.
Em 1997, através de sua resolução nº 1428/97, o Conselho Federal de Medicina (C.F.M.) liberou as cirurgias de "Mudança de Sexo", desde que realizadas em Hospitais Universitários, considerando-a como Cirurgia Experimental.
Nesse mesmo ano foi formada na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) uma Equipe Multidisciplinar, cuja finalidade foi dar início a estudos mais elaborados sobre a transexualidade, incluindo o aspecto cirúrgico.
A procura pelo programa foi muito grande, havendo necessidade de adaptação constantes para seu melhor funcionamento.
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| São feitas atualizações em todas as áreas, com terapia grupal, atendimento individual, visita familiar e avaliação por testes psicológicos, antes de qualquer indicação para cirurgia. | |  |
Componentes da equipe médica com Guta (3ª posição da esquerda para a direita) .
Atualmente temos os seguintes resultados:
Cirurgias já realizadas - 51 (cinquenta e uma), sendo as transexuais de cidades de Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Curitiba (PR), Maringá (PR), Corumbá (MS), Santa Maria (RS), Belém (PA), São José do Rio Preto (SP), Iturama (MG), Mirassol (SP), Pinhal (SP), Valinhos (SP), Pirassununga (SP), Votuporanga (SP) Araraquara (SP).
Em estudos para indicação cirúrgica temos 28 (vinte oito), H->M (Homem para Mulher) e 3, M->H (Mulher para Homem).
Gravamos em video e transmitimos ao vivo, pela internet, direto do Hospital de Base de São José do Rio Preto - SP, todas as operações realizadas, sempre na última semana de cada mês.
Em nossa "Lista de Espera" temos além de pessoas da região, transexuais de Brasília, Recife, Belo Horizonte e interior da Bahia, também de outros paises, Canadá, México, EUA, Itália e até da França. |
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PRÉ-REQUISITOS DO CANDIDATO Os pré-requisitos para os candidatos a cirurgia são, de que, a seleção dos pacientes obedeça a uma avaliação ponderada e multidisciplinar dos candidatos ao procedimento... |
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A EQUIPE MÉDICA A equipe é chefiada em sua área cirúrgica por um Urologista, em sua área psicológica por um Psiquiatra e Sexologista... |
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